Aumento dos atrasos aéreos e crescimento das ameaças cibernéticas: como viajares em segurança numa era de Wi-Fi público e cibercrime acelerado

Disclaimer: Artigo patrocinado por Cision e Sensuspr

Nos últimos anos, viajar tornou-se simultaneamente mais acessível e mais arriscado. A mobilidade global está em alta, os viajantes procuram novos destinos apesar da pressão económica, e os aeroportos estão mais cheios do que nunca. Contudo, paralelamente a este crescimento, as ameaças digitais também se multiplicaram. O que antes era um simples início de férias — chegar ao aeroporto, ligar o Wi-Fi para verificar emails, consultar reservas ou aceder ao cartão de embarque — transformou-se num dos pontos mais vulneráveis da jornada.

Recentemente, a IATA revelou que os atrasos no controlo de tráfego aéreo aumentaram 114% na Europa durante a última década, um indicador preocupante que não se limita ao continente europeu. Tendências semelhantes observam-se em diversas regiões do mundo, criando um cenário marcado por terminais saturados, passageiros apreensivos e longos períodos de espera.

E com esperas prolongadas surgem comportamentos previsíveis: recorrer ao Wi-Fi público, quase compulsivamente, para passar o tempo, trabalhar, comunicar com a família ou aceder a informações importantes sobre a viagem.

É aqui que entra o alerta crescente de especialistas: nunca os viajantes estiveram tão vulneráveis aos cibercriminosos como estão agora.

Aumentam os atrasos aéreos e os riscos de ciberataques em Wi-Fi público. Saiba como proteger-se.


1. O Crescimento do cibercrime em contexto de viagens com atrasos aéreos

A época alta das viagens, frequentemente marcada por picos em datas festivas, feriados prolongados e meses de verão, torna-se também uma época alta para os ataques cibernéticos.

Segundo diversos relatórios recentes, esta vulnerabilidade tem vindo a agravar-se:

  • O National Cyber Security Centre do Reino Unido reportou que os incidentes de cibersegurança de maior gravidade aumentaram 50% pelo terceiro ano consecutivo.

  • A Fortinet, por sua vez, observou um aumento de 42% na venda de credenciais comprometidas, um sinal claro de que os criminosos têm mais dados do que nunca à disposição.

  • E enquanto o número de passageiros cresce, os incidentes climáticos, falhas técnicas e problemas de segurança levam a esperas ainda mais longas — e mais tempo gasto em Wi-Fi de risco.

Tudo isto cria a tempestade perfeita para ciberataques dirigidos especialmente aos viajantes, que se tornam alvos fáceis pela distração, ansiedade ou simplesmente pela necessidade de se manterem ligados.

Especialistas alertam: o caos das viagens empodera os cibercriminosos, que conseguem acelerar ataques através de novas ferramentas, incluindo sistemas de inteligência artificial avançados.


2. Os viajantes continuam a viajar — e continuam expostos

Apesar da instabilidade económica em vários países, a vontade de viajar não abrandou. Pelo contrário:

  • Um estudo da Deloitte revelou que os consumidores dos EUA estão mais entusiasmados com viagens do que estiveram nos últimos anos.

  • Na Europa, 82% das pessoas planeiam aumentar o orçamento para viagens, mesmo que o valor total médio investido seja ligeiramente inferior ao do ano anterior, de acordo com a European Travel Commission.

Ou seja, as pessoas viajam mais, mas estão também mais sensíveis a riscos financeiros — o que torna as perdas causadas por cibercrime ainda mais devastadoras.

E nesta equação, outro fator amplifica o risco: a superlotação dos terminais e hotéis, onde o Wi-Fi público se torna muitas vezes a única maneira de se manter conectado.


3. Wi-Fi público: a porta mais simples para um ataque cibernético

Os terminais de aeroportos, estações de comboio, hotéis, cafés ou transportes públicos sobrelotados são ambientes onde se partilha o mesmo espaço digital com centenas ou milhares de pessoas.

Este é o cenário ideal para vários tipos de ataques, incluindo:

  • Redes Wi-Fi falsas (os chamados “evil twins”)

  • Captura de pacotes (sniffing)

  • Ataques de man-in-the-middle

  • Injeção de malware

  • Phishing direcionado a viajantes

E estes ataques estão a tornar-se tão simples que até indivíduos sem grandes conhecimentos técnicos conseguem colocá-los em prática.

Um caso recente relatado pela AFP, na Austrália, ilustra perfeitamente esta ameaça:

➡️ Um homem foi preso por criar uma rede Wi-Fi falsa a bordo de um voo doméstico para roubar as credenciais de acesso de passageiros.

Se isto acontece dentro de um avião, imagine num aeroporto internacional durante o pico da época de férias.


4. As redes “Look-Alike”: o perigo invisível dos hubs de viagem

Especialistas da Planet VPN, uma das maiores fornecedoras globais de serviços VPN gratuitos, alertam que o uso de redes Wi-Fi falsas camufladas com nomes semelhantes às redes legítimas tem crescido dramaticamente.

Exemplos típicos:

  • “Airport_Free_WiFi”

  • “Hotel-Lobby-Wifi”

  • “StarbucksGuest”

Alterando apenas um carácter, um cibercriminoso pode criar uma rede que parece legítima, e os viajantes, distraídos ou apressados, ligam-se automaticamente.

Konstantin Levinzon, cofundador da Planet VPN, reforça que a maioria destas ameaças não chega sequer a ser reportada às autoridades, seja porque não é detetada ou porque os utilizadores só percebem o roubo de dados semanas mais tarde.


5. O que está realmente em risco?

A falta de encriptação nos hotspots públicos facilita o acesso a quase tudo o que o utilizador faz online. Isso pode incluir:

  • Histórico de navegação

  • Dados pessoais

  • Sessões de email ou redes sociais

  • Acesso a plataformas profissionais

  • Informação de reservas e viagens

  • Palavras-passe e tokens de autenticação

Mesmo quando o utilizador se limita a tarefas simples, como verificar um email ou consultar um mapa, o ataque pode ocorrer ao nível da sessão, permitindo ao invasor assumir a sessão sem conhecer a palavra-passe.

E, segundo Levinzon, com as novas ferramentas de inteligência artificial, os ataques estão não só a tornar-se mais sofisticados, mas também mais rápidos, permitindo que criminosos analisem pacotes de dados e executem fraudes em minutos.


6. Google reforça o alerta: evitar o Wi-Fi público sempre que possível

Face ao aumento dos ataques, a Google emitiu um aviso claro:
➡️ Os utilizadores devem evitar usar Wi-Fi público sempre que possível.

Contudo, viajar obriga muitas vezes a recorrer a estes serviços, sobretudo durante:

  • Voos longos

  • Escalas prolongadas

  • Atrasos inesperados

  • Hotéis com fraca rede móvel

  • Viagens internacionais, onde os dados móveis têm custos elevados

Para muitos viajantes, não utilizar o Wi-Fi público simplesmente não é viável.

Por isso, a nova questão não é “usar ou não usar Wi-Fi público?”, mas sim:

➡️ Como usar Wi-Fi público em segurança?


7. Como usar Wi-Fi público em segurança: recomendações essenciais

Konstantin Levinzon destaca que é possível usar redes públicas de forma relativamente segura — desde que sejam adotadas boas práticas.

Abaixo, exploramos as melhores estratégias de proteção, aprofundando cada uma delas para garantir um guia realmente útil aos viajantes.


7.1 Escolher um VPN que não armazene registos

A primeira e mais eficaz camada de proteção é utilizar uma VPN fiável.

Uma VPN:

  • Encripta todo o tráfego

  • Esconde a localização real

  • Impede que operadores do hotspot espiem a navegação

  • Protege contra ataques de captura de pacotes

Mas nem todas as VPN são iguais.
A principal recomendação dos especialistas é escolher um serviço que não mantenha logs.

Isso significa que:

  • Não regista histórico de navegação

  • Não armazena informações pessoais

  • Não guarda emails

  • Não monitoriza a lista de websites visitados

Se um atacante obtiver acesso ao servidor VPN (ou se autoridades o requisitarem), não encontrará nada.

Levinzon reforça também que uma VPN gratuita pode oferecer proteção sólida, desde que seja criada com foco em privacidade e não em recolha de dados — como é o caso da Planet VPN, sediada na Roménia e fora das alianças 5/9/14 Eyes.


7.2 Bloquear o dispositivo leva apenas alguns segundos

Uma das melhores defesas é também uma das mais simples:

✔ Desativar ligação automática a redes públicas

Evita que o dispositivo se conecte sozinho a redes falsas ou comprometidas.

✔ Desativar partilha de ficheiros e impressoras

Reduz a visibilidade do dispositivo e impede acesso remoto indesejado.

✔ Manter o software atualizado

Patches de segurança fecham portas frequentemente exploradas por criminosos.

✔ Utilizar firewall e antivírus

Cria barreiras adicionais contra malware distribuído por Wi-Fi público.

Estas medidas não só protegem como também reduzem significativamente o “superfície de ataque” do dispositivo.


7.3 Tratar o Wi-Fi Público como “Modo Apenas de Leitura”

Mesmo com VPN e boas práticas, o Wi-Fi público nunca é 100% seguro.
Por isso, os especialistas recomendam que, sempre que possível, se limite a:

  • Pesquisas simples

  • Consultas rápidas

  • Verificação de emails sem anexos sensíveis

  • Navegação informativa

E evitar totalmente:

  • Compras online

  • Pagamentos ou banca digital

  • Acesso a plataformas profissionais sensíveis

  • Introdução de palavras-passe

  • Envio de documentos confidenciais

Esta abordagem reduz drasticamente as hipóteses de um ataque ser bem sucedido.


7.4 Manter uma “Higiene Cibernética” constante

A segurança digital não acontece apenas durante as viagens. É uma rotina contínua.

Inclui:

  • Palavras-passe robustas e únicas

  • Autenticação de dois fatores ativada

  • Gestores de palavras-passe seguros

  • Verificações periódicas de dispositivos

  • Evitar reutilizar credenciais

Com estas práticas, mesmo que um atacante intercepte parte de um tráfego ou credencial, a capacidade de causar estragos fica drasticamente limitada.


8. A conclusão inevitável: viajar hoje exige nova consciência digital

O mundo pós-pandemia vive uma explosão global na procura por viagens. Os aeroportos tornam-se mais movimentados, os atrasos crescem e os viajantes passam mais tempo online em ambientes inseguros.

Simultaneamente, o cibercrime profissionaliza-se, automatiza-se e expande-se através de ferramentas de IA.

Resultado:

➡️ Nunca foi tão importante viajar com consciência digital como é hoje.
➡️ Nunca foi tão fácil para criminosos explorarem Wi-Fi público.
➡️ Nunca os viajantes estiveram tão dependentes da tecnologia.

A boa notícia?
Com estratégias simples — como utilizar uma VPN sem registos, proteger o dispositivo e limitar a atividade em redes públicas — grande parte da ameaça pode ser drasticamente reduzida.


9. Sobre a Planet VPN

A Planet VPN é um serviço gratuito sediado na Roménia, e por isso fora das alianças de vigilância 5/9/14 Eyes.

A empresa:

  • Não guarda registos de atividade dos utilizadores

  • Não recolhe emails ou dados identificáveis

  • Não partilha qualquer informação com terceiros

  • Fornece apps para smartphones, computadores e smart TVs

  • Já ultrapassou os 30 milhões de utilizadores em apenas três anos

A missão é clara: tornar a privacidade acessível a todos, independentemente da situação económica ou do país onde vivem.

Artigo patrocinado por Cision e Sensuspr
Créditos imagem: Foto de Flo Maderebner